segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ranking do Saneamento das 100 Maiores Cidades - 2017

link: http://www.tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento-das-100-maiores-cidades-2017

link 2 (Fantástico): http://glo.bo/2lxox1I

Síntese: (BASE DE DADOS DE 2015, SNIS - SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE SANEAMENTO)

Lançado desde 2009 pelo Instituto Trata Brasil, o novo Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades do país é mais uma vez publicado para chamar atenção dos preocupantes indicadores de saneamento nas 100 maiores cidades do Brasil. Feito em parceria com a GO Associados, especializada em saneamento básico, o trabalho usa dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Ministério das Cidades – ano base 2015. Avalia a evolução dos indicadores de água, esgotos, investimentos e perdas de água nas maiores cidades e com foco nas capitais brasileiras.

Como destaque, Franca (SP) aparece, pelo quarto ano seguido, como a melhor cidade entre as 100 maiores e Ananindeua (PA) figura na última colocação.

Os dados nacionais de saneamento no Brasil mostram que 50,3% da população tem acesso à coleta dos esgotos e somente 42% dos esgotos são tratados.

RELAÇÃO DAS DOENÇAS (DIARREIA, DENGUE E LEPTOSPIROSE) NAS 10 MELHORES E 10 PIORES CIDADES

Paralelamente ao Ranking do Saneamento desse ano, o Instituto Trata Brasil elaborou um diagnóstico de algumas doenças de veiculação hídrica - diarreia, dengue e leptospirose - nas 10 melhores e 10 piores cidades em saneamento, com base nas classificações do Ranking 2017. O estudo foi feito em parceria com a Reinfra Consultoria e contou com a participação de especialistas colaboradores, como o Dr. Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti (Professor Adjunto II do Dept de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará) e Dr. Marcos Lopes (Professor Associado II do Dept. de Enfermagem na Universidade Federal do Ceará, além de Pesquisador nível 1B do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O diagnóstico fez comparações entre a incidência de casos de doenças nas melhores cidades e as piores como forma de mostrar que um melhor acesso aos serviços de água e esgotos realmente afastam grande parte das doenças da água poluída.

O estudo foi feito especificamente para esse conjunto de 20 cidades por serem as situações extremas de avanços e desafios para a universalização dos serviços. Não contém, portanto, informações das outras 80 cidades do Ranking do Saneamento.

link 3: http://g1.globo.com/economia/noticia/saneamento-melhora-mas-metade-dos-brasileiros-segue-sem-esgoto-no-pais.ghtml

Dez anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor no Brasil, metade da população do país continua sem acesso a sistemas de esgotamento sanitário. Segundo os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios.
Em 2007, quando a lei 11.445 foi sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% da população era atendida por redes de esgoto. Até 2015, o índice aumentou 8,3 pontos percentuais, o que corresponde a menos de um ponto percentual por ano. Quanto ao abastecimento de água, apesar de a abrangência ser bem superior à de esgoto, a evolução foi ainda mais lenta: passou de 80,9% em 2007 para 83,3% em 2015, um aumento de apenas 2,4 pontos percentuais. Já o índice de esgoto tratado passou de 32,5% para 42,7%.
Em algumas regiões do país, como a Norte, a situação é ainda mais grave: 49% da população é atendida por abastecimento de água, e apenas 7,4%, por esgoto. O pior estado – da região e do país – é o Amapá, com 34% e 3,8%, respectivamente. Já o melhor estado é São Paulo, com 95,6% de cobertura em água e 88,4% em esgoto. O Distrito Federal também tem taxas altas: 99% e 84,5%. Um mesmo estado, porém, pode ter cidades com índices muito elevados e muito baixos, algumas com serviços privatizados e outras, com públicos - por isso, é considerada a média de todos os municípios.
Os dados do SNIS utilizados pelo G1 são: "Índice de atendimento total de água" e "Índice de atendimento total de esgoto referido aos municípios atendidos com água". Os indicadores são os mesmos utilizados pelo Instituto Trata Brasil e são os recomendados pelo Ministério da Cidades para fazer as análises (Veja abaixo o ranking completo dos estados baseado nos dados)

Comparando a situação do saneamento básico no país entre 2007 e 2015:

O total de brasileiros atendidos por abastecimendo de água tratada passou de 80,9% para 83,3%
A população atendida por coleta de esgoto passou de 42% para 50,3%
O percentual de esgoto tratado foi de 32,5% para 42,7%
A região Norte segue com os indicadores mais baixos do país (56,9% para cobertura de água, 8,7% para esgoto e 16,4% para esgoto tratado)
A Sudeste continua como a região com a melhor situação: 91,2% (água), 77,2% (esgoto) e 47,4% (tratamento de esgoto)

“No geral, o avanço foi muito pequeno no país. Dez anos para conseguir passar da metade da população em esgoto é muito pouco. Não dá para continuar nesse ritmo. Estamos falando de uma agenda do século 19, de discussões de países desenvolvidos do século 19”, afirma Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.
Segundo ele, a falta de saneamento adequado traz não apenas problemas sociais ao país, mas também ambientais, financeiros e de saúde, já que é um fator importante na disseminação de doenças. “O saneamento é a estrutura que mais benefícios traz para a população. O ‘básico’ do nome não está ali à toa, é a estrutura mais elementar e a mais relevante." Por isso, a questão da melhora dos índices e da própria universalização se torna tão urgente na pauta do país, afirma.
O Ministério das Cidades diz que os grandes déficits históricos vêm sendo combatidos, e a complexidade de grande parte das obras e o seu tempo médio de duração ainda não permitem que todos os benefícios esperados sejam sentidos de imediato pela população, nem refletidos ainda de modo mais significativo pelos índices como os informados no SNIS. "Deve-se ressaltar que o saneamento básico é uma área que ainda tem grandes desafios a vencer, mas está recebendo uma grande priorização por parte do governo federal. Há um grande esforço para a continuidade dos investimentos no setor, apesar do momento de restrições orçamentárias pelo qual ainda passa o país e um empenho especial aos aprimoramentos necessários ao emprego eficiente dos recursos", afirma, em nota.
Sobre a discrepância dos índices entre as regiões, o ministério diz que "um dos grandes desafios da política pública brasileira é exatamente vencer a barreira das desigualdades sociais, assegurando, no caso do setor saneamento, o direito humano fundamental à água e esgotos, preconizado em resolução da ONU, em que o Brasil é signatário".
A Lei do Saneamento Básico prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água e de tratamento da rede de esgoto no país, tendo como um dos principais pilares a elaboração de um plano municipal do setor para cada cidade. Além disso, a lei estabeleceu regras básicas para o setor ao definir as competências do governo federal, dos estados e dos municípios para os serviços, bem como a regulamentação e a participação de empresas privadas. Por conta disso, a expectativa era que o setor ia crescer exponencialmente após a lei.
O Ministério das Cidades diz que os planos municipais de saneamento básico são importantes porque constituem instrumentos que visam diagnosticar a situação local existente e estabelecer prioridades para investimentos e ações no curto, médio e longo prazos. "Trata-se de uma relevante ferramenta de gestão para a boa aplicação de recursos e para o controle social, o que beneficia diretamente a população local. Ter o plano será condição para o acesso a recursos federais na área de saneamento a partir de 2018."
Édison Carlos afirma, no entanto, que "o problema começou com a baixa compreensão dos municípios pela obrigatoriedade da lei". "O nível de adesão tem sido muito baixo, e não só pela falta de vontade, mas pelo despreparo das cidades. Fazer um plano exige capacidade técnica, algo que muitas cidades do país, principalmente as pequenas, não têm.”
Segundo suas estimativas, nem metade das cidades do Brasil tem um plano. Por conta das dificuldades, os prazos estabelecidos para as prefeituras elaborarem o plano foram prorrogados diversas vezes, passando de 2013 para 2015 e, posteriormente, para 2017.
Édison Carlos destaca também a situação das agências reguladoras do país como um dos pontos de entrave da lei. “A questão é muito aberta, pois cada prefeitura pode trabalhar para ter uma agência reguladora no seu município. É uma possibilidade ampla, mas, do ponto de vista do Brasil, é uma loucura poder ter 5.570 agências [o número total de cidades no país]”, afirma.
“Hoje, temos uma mistura muito grande de agências municipais, intermunicipais, estaduais e por consórcio. Imagina isso para uma empresa que presta o serviço de saneamento em várias cidades, como a Sabesp, que atende mais de 300 municípios em São Paulo. Como você é regulado por diversas agências com regras diferentes para a mesma coisa?”

Em busca da universalização

A Lei do Saneamento Básico prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água e de tratamento da rede de esgoto no país, tendo como um dos principais pilares a elaboração de um plano municipal do setor para cada cidade. Além disso, a lei estabeleceu regras básicas para o setor ao definir as competências do governo federal, dos estados e dos municípios para os serviços, bem como a regulamentação e a participação de empresas privadas. Por conta disso, a expectativa era que o setor ia crescer exponencialmente após a lei.
O Ministério das Cidades diz que os planos municipais de saneamento básico são importantes porque constituem instrumentos que visam diagnosticar a situação local existente e estabelecer prioridades para investimentos e ações no curto, médio e longo prazos. "Trata-se de uma relevante ferramenta de gestão para a boa aplicação de recursos e para o controle social, o que beneficia diretamente a população local. Ter o plano será condição para o acesso a recursos federais na área de saneamento a partir de 2018."
Édisn Carlos afirma, no entanto, que "o problema começou com a baixa compreensão dos municípios pela obrigatoriedade da lei". "O nível de adesão tem sido muito baixo, e não só pela falta de vontade, mas pelo despreparo das cidades. Fazer um plano exige capacidade técnica, algo que muitas cidades do país, principalmente as pequenas, não têm.”
Segundo suas estimativas, nem metade das cidades do Brasil tem um plano. Por conta das dificuldades, os prazos estabelecidos para as prefeituras elaborarem o plano foram prorrogados diversas vezes, passando de 2013 para 2015 e, posteriormente, para 2017.
Édison Carlos destaca também a situação das agências reguladoras do país como um dos pontos de entrave da lei. “A questão é muito aberta, pois cada prefeitura pode trabalhar para ter uma agência reguladora no seu município. É uma possibilidade ampla, mas, do ponto de vista do Brasil, é uma loucura poder ter 5.570 agências [o número total de cidades no país]”, afirma.
“Hoje, temos uma mistura muito grande de agências municipais, intermunicipais, estaduais e por consórcio. Imagina isso para uma empresa que presta o serviço de saneamento em várias cidades, como a Sabesp, que atende mais de 300 municípios em São Paulo. Como você é regulado por diversas agências com regras diferentes para a mesma coisa?”

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Air Pano

link: http://www.airpano.com/

Síntese: AirPano é um projeto sem fins lucrativos focado em tours virtuais de alta resolução a partir de uma visão de olho de pássaro. A AirPano já fotografou mais de 300 locais dos mais interessantes do nosso planeta e é o maior recurso para panoramas aéreos de 360 ° no mundo. Existem cerca de 3000 panoramas esféricos no site no momento.

Locais Fotografados em 360 graus:
Courtesy of www.AirPano.com



Exemplos de Imagens Aéreas de Grandes Metrópoles:
Dubais, Emirados Árabes
Barcelona, Espanha
Amsterdã, Holanda
Budapeste, Hungria
Buenos Aires, Argentina
Cidade do México, México
Lima, Peru
Madri, Espanha
Nova Déli, Índia
Paris, França
Siena, Itália
São Paulo, Brasil

Softwares de Sistemas de Informação Geográfica

ArcGIS

AutoCad Map

Bentley Map

Geomedia Professional (Intergraph)

GRASS - Geographic Resources Analysis Support System

gvSIG

Map Info

Map Server

Map Window

Open Jump

Quantum GIS

SAGA - System for Automated Geoscientific Analysis

Smallworld

Spring

TerraView

u-DIG - User Friendly Desktop Internet GIS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Instituto GeoEduc Conteúdos Gratuitos

link: http://www.geoeduc.com/conteudos-gratuitos/

Órgão Responsável: O Instituto GEOeduc foi fundado em abril de 2014, ligado à MundoGEO, empresa fundada em 1998 por Emerson Granemann. O foco do Instituo GEOeduc é o desenvolvimento de uma plataforma de cursos online em formato inédito no setor geoespacial, com liberdade de horários, material didático de qualidade, muitos exercícios e conteúdos complementares, além do suporte aos alunos por email, skype, telefone, redes sociais e mobile. Além disso, realiza pesquisas de mercado sob demanda.

Tela Inicial:


Síntese: O site contém mais de 90 itens, entre vídeos, glossários, check-lists, planilhas, guias e e-books.
VEJA ALGUNS DOS CONTEÚDOS QUE PODEMOS ENCONTRAR:

Geomática:
-Vídeo de AutoCAD Civil 3D Básico
-Vídeo GPS Garmin Etrex 10, 20 e 30
-Vídeo Novos projetos em negócios e geotecnologias
-Vídeo Por dentro do GPS Garmin Montana
-Vídeo PPP e RMB
-Produtividade em levantamentos planialtimétricos
-Guia Códigos de levantamento planialtimétrico
-Planilha Codificação de pontos para levantamento planialtimétrico
– Vídeo de GPS Garmin ETREX 10, 20 E 30
– Vídeo de Leitura de Miras
– Vídeo PPP e RBM
– Vídeo Novos projetos e negócios em geotecnlogias
– Vídeo Produtividade em Levantamentos Planialtimetricos
– Vídeo Introdução ao uso de geotecnologias na agricultura
– Vídeo de Projetos lineares no AutoCAD Civil 3D
– Vídeo Funções da ferramenta Basecamp da Garmin
– Vídeo Simulação de Rompimento de barragens como HEC-RAS
– Vídeo Aprofundando os conhecimentos em superfícies no civil 3D
– Vídeo Introdução aos Levantamentos GNSS
– Vídeo Modelagem Geográfica na Avaliação Ambiental
– Vídeo Estudos de Rompimento de barragens no Civil 3D

GIS:
-Análise Espacial com mapas de Kernel
-ArcGIS para a construção e publicação de mapas
-Bancos de dados Geográficos
-Bigdata geoespacial
-Cartografia Temática para Todos
-Definição e Projeção de Camadas no QGIS 2.8
-Do Desktop para a Nuvem com MapInfo
-Geocodificação
-Gestão de Recursos Hidricos
-Google Earth Pro com ferramentas avançadas
-Introdução ao SIG com prática no gvSIG
-Modelagem de Geoinformação na prática com ArcGIS
-Por dentro do GIS para Estudos de Mercado
-Topologias e Bancos de Dados no AutoCAD Map
-WebTreinamentos QGIS Introdutório e Publicação na Nuvem
-Guia Como baixar e usar dados do IBGE
-E-book:Guia definitivo do Google Earth
-Planilha Análise comparativa Google Earth Pro x ArcGIS Earth

Sensoriamento Remoto:
-QGIS: SIG + PDI + Análise espacial
-Sensoriamento Remoto e PDI com prática no ENVI
-Tendencias e Aprendizagem com drones
-VANTs & Drones para Análise Ambiental
-Legislação de Drones
-Guia prático para Baixar as imagens do INPE
-Instruções para o uso de drones no Brasil
-Check-list Trabalho de campo com drones
– Vídeo como integrar drones & GIS para otimizar resultados
– 15+20 passos para integração empresarial de GEO e Drones
– Integração dos empreendedores de geotecnologias e drones
– Introdução a tecnologia dos drones
– Mapeamento e topografia com drones
– Ebook: Por dentro da tecnologia dos drones
– Ebook: Curso de introdução à tecnologia dos drones
– Mini-curso de introdução à aerofotogrametria com drones
– Como escolher o drone ideal para seu projeto
– 10 passos para escolher e operar um drone

GeoIncra:
-Aula Grátis Curso de Georreferenciamento
-Boas práticas para o georreferenciamento
-Como orçar serviços de georreferenciamento
-CCIR, GEOINCRA e CAR: evitando erros e sanções
-Georreferenciamento com TopoEVN
-Georreferenciamento e CAR
-georreferenciamento de imoveis rurais e sigef
-Como iniciar o georreferenciamento
-Manual de certificação do INCRA

Meio Ambiente:
-CAR e Área de Preservação Permanente
-VANTs & Drones para Análise Ambiental
-Simulação de Rompimento de Barragens com HEC-RAS

CAR:
-Atualização do CAR de Minas Gerais
-CAR com prática no QGIS 2.8.1
-CAR e Área de Preservação Permanente
-CCIR, GEOINCRA e CAR: evitando erros e sanções
-Georreferenciamento e CAR
-Materiais sobre GEO e CAR automatizados
-Por Dentro do cadastro ambiental rural
-Planilha para orçar serviços de CAR

Outros:
-Formação e mercado de trabalho dos geógrafos
-Geoestatisticas nas ciencias agrarias
-Materiais sobre mapeamento colaborativo
-Material de introdução ao geomarketing
-Passo a passo para acessar webinars
-Requisitos e habilidades dos profissionais de geo
-Planilha de autoavaliação
-Principais termos de geotecnologia

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sistemas de Informação Geográfica - SIG

baseado em O Mapa Fantasma, de Steven Johnson:
Em 1849 o policial recém casado Thomas Lewis e sua esposa Sarah mudaram-se para o bairro de Golden Square, na periferia de Londres. Eles passaram a morar num imóvel amplo, concebido para abrigar uma família rica e seus serviçais, mas que agora era uma espécie de cortiço, onde moravam cerca de 11 famílias. Em 1854 Thomas e Sarah tiveram uma filha. Na manhã de 28 de agosto de 1854, o bebê Lewis foi acometido por vômitos e diarreia intensa com um odor intenso e putrefato e ao identificar estes sintomas sua mãe buscou a ajuda do doutor William Rogers. Num dos poucos momentos em que a criança adormeceu, Sarah desceu ao porão e embebeu as fraldas sujas de seu bebê em água morna e despejou seu conteúdo em uma fossa que havia na frente de sua casa. Em apenas 48 horas este bebê foi a óbito. Daí por diante, os relatos não paravam de pessoas que apresentaram os mesmos sintomas e que também morreram em decorrência dessa doença, o cólera, que originou-se na Ásia e foi registrada na Europa pela primeira vez em 1831. Em pouco menos de uma semana, 500 pessoas morreram e em algumas ruas, uma em cada oito pereceu.
O Dr. John Snow, recém-formado, abriu um consultório médico no bairro de Soho, próximo ao Golden Square. Snow, que tinha como especialidade a medicina investigativa e a anestesia, começou a observar os hábitos dos moradores do bairro. A teoria vigente era a Teoria dos Miasmas, segundo a qual a doença seria transmitida pelo ar contaminado pelo odor de matéria orgânica em decomposição vindos de solos e lençóis freáticos contaminados. Mas John Snow observou que os médicos que tratavam os pacientes com cólera não eram contaminados. Durante os dias de morte, desespero e dúvidas sobre o cólera, John Snow dedicou-se a entrevistar os moradores do bairro: classe social, atividade laboral, endereço, tipo de moradia, poço onde tinham o costume de beber água, mortes por cólera na residência.
Paralelamente, o padre Henry Whitehead também fazia pesquisas sobre o cólera, chegando ao "Paciente Zero": o bebê "Lewis", morador da rua Broad, número 40, em frente da qual havia um poço. O padre percebeu rachaduras na fossa que facilmente levaria sujeira e contaminaria a àgua do poço.
O poço da Broad Street era uma espécie de atração local. Sua água era tida como mais refrescante do que a dos poços da Rupert Street e da Little Marlborough e muitas pessoas preferiam beber a água daquele poço mesmo que precisassem andar um pouco mais. A água da Broad Street era usada para preparar o café da cafeteria local; muitas lojinhas na vizinhança vendiam uma bebida denominada “sherbet”, uma refrescante mistura de pó efervescente e água da Broad Street. Os pubs da Golden Square diluíam seus destilados com a mesma água.
John Snow apresentou para o Conselho Administrativo da Paróquia de St. James, responsável pela região de Golden Square, um mapa onde identificava a incidência do surto, por meio de diagramas, que sobreposto a um primeiro mapa relacionando as mortes e o local onde os indivíduos buscavam água convenceu o Conselho a interditar o poço. Pouco tempo depois, o surto de cólera acabou.
29 anos depois o cientista alemão Robert Koch identificou o 'Vibrio cholerae' e observou que estes germes se alojam no intestino delgado, secretando toxinas que causam perda maciça de fluidos.A transmissão de cólera é fecal-oral e se dá basicamente por meio de água e alimentos contaminados pelas fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas. A infecção pela bactéria costuma acontecer após uma pessoa consumir água, frutos do mar, frutas e legumes crus e alguns grãos contaminados, como arroz e milho, por exemplo.

Localização dos poços:
Localização dos poços x Mortes por cólera
Densidade de Kernel do Estudo de John Snow
Definição

Um Sistema de Informações Geográficas consiste num conjunto de funcionalidades computacionais para obtenção, armazenamento e manipulação de informações representadas de forma vetorial ou matricial que têm um componente com característica espacial - a informação geográfica.
A Informação Geográfica de representação Matricial (Raster) caracteriza-se pela justaposição de formas geométricas que constituem uma matriz de pixels (ou células) com determinados valores. Denomina-se Resolução Espacial a capacidade de distinguir entre dois pixels adjacentes.
A Informação Geográfica de representação Vetorial contém dois componentes: o espacial e o semântico.

O componente espacial refere-se à geometria e à localização do objeto propriamente dita dentro de uma determinada referência do espaço terrestre.

O componente semântico refere-se ao que o objeto representa, ou seja, o seu significado dentro da estrutura de dados.

Exemplo: Do ponto de vista do componente espacial, a Geometria Ponto está na coordenada x,y do mapa considerando o sistema de projeção UTM Fuso 23 - SIRGAS 2000. O ponto é acompanhado de uma Anotação perpendicular à face da quadra.

Já sob o ponto de vista semântico o Ponto representa uma ligação de água e esgotos imóvel 1388, local métrico 77.

FINAL DO TORNEIO DE TÊNIS NAS OLIMPÍADAS DE LONDRES

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

OGC

O Open Geospatial Consortium, Inc. (OGC), é uma especificação internacional para tornar seus mapas e dados disponíveis em um formato gratuito, reconhecido internacionalmente através da web. Os serviços OGC fornecem acesso gratuito aos dados geográficos e funcionalidades do software, permitindo as organizações incorporarem GIS em qualquer aplicativo em uma variedade de dispositivos móveis e computadores. Estes serviços gratuitos ajudam a melhorar o compartilhamento e a interoperabilidade de informações espaciais. Pode haver desafios associados aos serviços OGC; por exemplo, alguns estão sendo servidos fora de servidores relativamente antigos que pode causar problemas na execução ao exibir em aplicativos mais novos. Além disso, pode haver problemas relacionados ao suporte de esquemas do mosaico ou projeções de camadas em um mapa base. Aprenda mais sobre OGC no site da web Open Geospatial Consortium. A Esri mantém uma página da web Interoperabilidade e Padrões detalhando seu suporte para serviços de OGC no ArcGIS.

O ArcGIS Online suporta as especificações de OGC seguintes:
  • Serviço de Feição da Web OGC (WFS) é um serviço de feição dinâmico que segue as especificações de OGC. Você pode adicionar camadas OGC WFS em mapas que você cria com o visualizador de mapa. Você também pode adicionar camadas OGC WFS como itens no ArcGIS Online Veja um exemplo. Você também pode publicar uma camada de WFS hospedada a partir de camadas de feição hospedadas no ArcGIS Online.
  • Serviço de Mapa da Web OGC (WMS) é um serviço de mapa dinâmico que segue as especificações do OGC. Você pode adicionar camadas OGC WMS em mapas que você cria com o visualizador de mapa. Veja um exemplo. Você também pode adicionar mapas de OGC WMS como itens no ArcGIS Online.
  • Serviço de Mapa do Mosaico da Web OGC (WMTS) é um conjunto de mosaicos da imagem com cache que segue as especificações do OGC. Você pode adicionar camadas OGC WMTS em mapas que você cria com o visualizador de mapa. As camadas de mosaico hospedada que você publica no ArcGIS Online estão habilitadas para utilizar em clientes de WMTS.Veja um exemplo.







Utilizar mapas base compatíveis com camadas OGC

Para exibir os mapas corretamente, a projeção das camadas e dos mapas base precisa ser compatível. Além disso, o esquema de mosaico de uma camada WMTS precisa ser compatível com o esquema de mosaico do mapa base. O visualizador de mapa tentará desenhar sua camada OGC com o mapa base que você selecionar. Se o visualizador de mapa não puder desenhar sua camada no mapa base (pois a projeção ou esquema de mosaico não correspondem), e a camada OGC WMS ou WMTS for a primeira camada que você adicionou no mapa, o visualizador de mapa tentará utilizar um mapa base diferente.
Por exemplo, se a sua camada estiver em GCS WGS84, o visualizador de mapa utilizará o mapa base Imagem Mundial GCS WGS84. Seu admistrador do portal pode ter alterado os mapas base padrão e ter incluído algum outro que suporte a projeção da camada. Se um mapa base na galeria não for compatível, o visualizador de mapa utilizará sua camada como o mapa base. Se você adicionar uma camada OGC WMS ou WMTS no mapa existente ou ela não for compatível com qualquer mapa base na sua galeria, o visualizador de mapa não a adicionará no seu mapa; pelo contrário, você visualizará uma mensagem de erro informando que sua camada não é compatível com o sistema de coordenadas do mapa base.
Para camadas OGC WFS, a projeção do mapa base deve ser suportada pelo serviço de WFS ou a camada pode não ser exibida com sucesso. O visualizador de mapa não irá trocar para utilizar uma mapa da web compatível. Se o mapa base não for compatível com a camada WFS, o visualizador de mapa exibirá uma mensagem para este efeito.

Adicionar camadas OGC WMS no seu mapa

Ao adicionar uma camada OGC WMS a um mapa, você pode optar por adicionar todas as camadas no serviço ou selecionar as camadas que deseja adicionar. Se você adicionar todas as camadas no serviço, todas as camadas são adicionadas ao mapa, mas somente a primeira camada é exibida. Para ativar as outras camadas, clique no botão Conteúdo, clique no nome da camada OGC WMS e selecione as caixas próximas às camadas que você deseja que apareçam no mapa. Você também pode controlar quais camadas em seu serviço OGC WMS aparece no mapa ao escolher as camadas que deseja ao adicionar OGC WMS como um item ou atualizar o item.
Ao adicionar uma camada OGC WMS ao seu mapa, você tem a opção de especificar parâmetros personalizados para anexar aos pedidos realizados no WMS. Por exemplo, se sua camada WMS suporta estilos, eles pode ser utilizado como um parâmetro personalizado para pedidos da camada. Se uma chave de acesso for exigida, a chave pode ser configurada como um parâmetro personalizado para todos os pedidos realizados para o WMS. Os parâmetros personalizados são aplicados para todas as camadas que você especifica para ser adicionada ao mapa. Se desejar anexar parâmetros personalizados diferentes para somente camadas específicas, você deve adicionar estas camadas separadamente.
Por padrão, ao adicionar uma camada OGC WMS como um mapa base, as primeiras 10 camadas no serviço são adicionadas e todas as 10 camadas aparecem visíveis. Você pode selecionar camadas diferentes no serviço de WMS para adicionar ao mapa base ao adicionar o WMS ao mapa ou se você adicionar o WMS como uma camada operacional e mover para o mapa base.

Adicionar camadas OGC WFS no seu mapa

Quando você adiciona camadas OGS WFS no mapa, você deve escolher uma camada de cada vez. Para adicionar mais camadas, repita as etapas para adicionar a camada. Você também pode especificar as opções de configuração avançadas ao adicionar uma camada WFS a um mapa. Você pode alterar o limite máximo de feição ou optar por inverter as coordenadas x,y. Se a camada WFS tiver feições complexas, você deverá também selecionar o tipo de feições para visualizar: pontos, linhas ou polígonos.
Ao adicionar uma camada OGC WFS ao seu mapa, você tem a opção de especificar parâmetros personalizados para anexar aos pedidos realizados no WFS. Por exemplo, se o serviço exigir uma chave de acesso, a chave poderá ser incluída como um parâmetro personalizado para todos os pedidos feitos no WFS. Quando parâmetros personalizados são especificados, eles são automaticamente aplicados a todos os pedidos realizados para WFS.
Ao adicionar uma camada WFS no mapa, seu mapa base deve ser compatível com a projeção da camada WFS.

Adicionar camadas OGC WMTS no seu mapa

Cada camada em um serviço OGC WMTS contém um conjunto de imagens com cache e pode ter um esquema de mosaico diferente das outras camadas disponíveis no serviço WMTS. Você deve adicionar somente as camadas que usuários do seu mapa precisam visualizar, pois muitos mosaicos da imagem com cache podem agrupar o mapa e levar muito tempo para desenhar, especialmente em navegadores da web. Para ajudar a maximizar o desempenho do seu mapa, o visualizador de mapa o solicita para selecionar uma camada específica para adicionar a partir do seu serviço WMTS. Você pode adicionar mais de uma camada, mas você precisa voltar ao processo de adicionar o WMTS no seu mapa.
Ao adicionar uma camada OGC WMTS ao seu mapa, você tem a opção de especificar parâmetros personalizados para anexar aos pedidos realizados no WMTS. Por exemplo, se o serviço exigir uma chave de acesso, a chave poderá ser incluída como um parâmetro personalizado para todos os pedidos feitos no WMTS.
Ao adicionar WMTS como um item, você deve selecionar uma camada específica e deve também selecionar a projeção da camada, se a camada suporta projeções múltiplas. Se desejar adicionar múltiplas camadas ou projeções adicionais, você deverá criar itens individuais para cada camada ou projeção.

Serviços de OGC seguros

Serviços de OGC WFS, WMS seguros com a autenticação em série da web, como Autenticação Integrada do Windows (IWA), uma infraestrutura de chave pública (PKI), autenticação de acesso Digest ou Básico, são suportados. Serviços OGC WFS, WMS e WMTS seguros com autenticação baseada em token não são suportados. Configure o suporte para serviços OGC seguros com autenticação em série da web ao adicionar o servidor que hospeda os serviços na lista da sua organização dos servidores confiáveis. O servidor deve suportar CORS, caso contrário, as camadas hospedadas no servidor não funcionarão como esperado no ArcGIS Online. Se você acessar o serviço OGC seguro com Internet Explorer, você poderá precisar de um domínio de servidores confiáveis da sua organização na lista de sites confiáveis do seu navegador.
Após o servidor ser adicionado à lista de servidores confiáveis, você poderá adicionar seus serviços OGC no visualizador de mapa ou como um item. Se a autenticação for necessária, os usuários que adicionam ou visualizam camadas OGC seguras serão solicitados para inserir suas credenciais.

Limitações

Abaixo estão as limitações atuais para uso das camadas de OGC no visualizador de mapa.
  • Você não pode editar feições, adicionar camadas OGC com segurança baseada em token ou adicionar camadas OGC internas.
  • A camada OGC e o mapa base precisam utilizar o mesmo sistema de coordenadas, por exemplo, Web Mercator (o sistema de coordenadas do mapa base padrão na galeria de mapa base do visualizador de mapa). Seu administrador pode ter alterado os mapas base padrão. Verifique com o administrador se você terá problema ao utilizar os mapas base do visualizador de mapa com a camada OGC.
  • As camadas de grupo do OGC WMS não são suportadas.
  • A atualização nas camadas OGC WMS somente funciona se o serviço WMS honrar as regras de cache HTTP padrão.
  • Se a opção para configurar pop-ups não estiver disponível para a camada WMS, você poderá precisar adicionar a camada no visualizador de mapa novamente ou recriar o item de WMS. Algumas camadas WMS não suportam pop-ups.
  • Ao imprimir camadas OGC WMS ou WMTS, os parâmetros personalizados não são suportados.